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 Fazenda histórica passa por restauração e vai integrar o Parque Estadual do Sumidouro, em Pedro Leopoldo
Fazenda histórica passa por restauração e vai integrar o Parque Estadual do Sumidouro, em Pedro Leopoldo
Após finalização das intervenções, propriedade foi entregue ao Instituto Estadual de Florestas (IEF). Fazenda Samambaia tem cerca 500 hectares e vai representar aproximadamente 25% da unidade de proteção
Da Redação
do Por Dentro de Tudo
Publicada 10/10/2017

O Instituto Estadual de Florestas (IEF) recebeu, neste mês de outubro, a Fazenda Samambaia, em Pedro Leopoldo, totalmente restaurada. A fazenda histórica integrará o Parque Estadual do Sumidouro, unidade de proteção integral que tem o objetivo principal de promover a preservação ambiental e cultural, possibilitando atividades de pesquisa, conservação, educação ambiental e turismo.

A restauração da Fazenda se deu por meio de um acordo firmado entre a Vale Mineração - que realizou as intervenções -, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), IEF e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). Para a revitalização do imóvel, a empresa investiu cerca de R$ 13 milhões.

“A entrega dessa beleza da arquitetura mineira para o IEF representa mais do que o recebimento, mas a oportunidade de poder disponibilizar esse espaço para a comunidade, atraindo o desenvolvimento econômico, a possibilidade de novas parcerias, além da divulgação da cultura mineira e das especificidades regionais”, disse o diretor do IEF, João Paulo Sarmento.

Em seguida, o gerente do Parque Estadual do Sumidouro, Rogério Tavares, falou sobre a importância histórica local. “Essa fazenda, que passará a fazer parte do conjunto de atrações do parque, representa um espaço de referência da memória rural da região no final do século IXX e início do Século XX, onde eram produzidos alimentos que contribuíam muito para o abastecimento da capital mineira”, disse.

Rogério Tavares também ressaltou o trabalho desenvolvido pelas doceiras da região e as oportunidades de parcerias com a comunidade que vive no entorno da Unidade de Conservação. “Essa entrega é valiosa para nós. Todo o trabalho de parceira que desenvolvemos aqui se justifica pelo povo que vive no entorno do parque, que também é visto como alavanca para o desenvolvimento sustentável regional”, frisou.

Fazenda Samambaia

A Fazenda Samambaia é constituída por sede, curral, pátio de ordenha calçado e coberto, moinho d'água, pontes e um aqueduto. A área da fazenda tem aproximadamente 500 hectares e corresponde a um quarto da área do Parque.

A restauração do imóvel buscou reavivar os aspectos culturais do patrimônio arquitetônico setecentista e estabelecer as melhores opções para preservar a identidade da edificação, incorporando alternativas para o uso atual.

A construção reflete, em sua arquitetura a estética, funções sociais e modo de vida rural típico da região na época. Em sua fundação, a Fazenda era utilizada para atividades agropecuárias, mas foi comprada pela empresa Minerações Brasileiras Reunidas (MBR) em 1964, como parte de uma jazida de calcário. A mineradora foi posteriormente adquirida pela Vale.

Parque Estadual do Sumidouro

O Parque Estadual do Sumidouro foi criado no dia 3 de janeiro de 1980, pelo Decreto Estadual nº 20.375, alterado pelos Decretos nº 20.598, de 4 de junho de 1980, nº 44.935 de 3 de novembro de 2008 e definido pela Lei 19.998, de 29 de dezembro de 2011. Possui área total de 2.004 hectares e está situado nos municípios de Lagoa Santa e Pedro Leopoldo, ao norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a cerca de 50 Km da capital mineira.

A unidade recebeu este nome devido a sua lagoa, que possui um ponto de drenagem das águas da bacia típica dos terrenos calcários. Trata-se de uma abertura natural para uma rede de galerias, por meio da qual um curso d´água penetra no subsolo denominado “sumidouro”, termo que vem da palavra indígena "Anhanhonhacanhuva", que significa “água parada que some no buraco da terra”.

Infraestrutura

O Parque conta com duas portarias (Museu Peter Lund/Gruta da Lapinha e Casa Fernão Dias), estacionamento, alojamento de pesquisadores e centro de pesquisas.

Dentre os atrativos do Parque Estadual do Sumidouro, destacam-se a Gruta da Lapinha; o Museu Peter Lund; o Circuito Lapinha, a Trilha interpretativa que complementa a visita à gruta; Escalada, realizado nos maciços da Lapinha e que oferece três opções que variam de 550 a 750 metros de distância do Receptivo Turístico Museu Peter Lund; a Casa Fernão Dias e a Trilha do Sumidouro, que começa na Casa Fernão Dias e passa pelo marco histórico “Cruz do Pai Mané”.

Serviço:
Parque Estadual do Sumidouro

Valores:
Gruta da Lapinha com direito a entrada no Museu Peter Lund: R$ 15
Museu Peter Lund: R$ 10
Circuito Lapinha: R$ 10
Trilha Sumidouro: R$ 10
Escalada: R$ 10
Pacote Museu, gruta e trilha: R$ 20
Atenção: O pagamento deve ser feito apenas em dinheiro. O Parque informa que não aceita cartões de crédito, débito e cheques.

Dias e Horário de funcionamento
De terça-feira a domingo, das 8h30 às 16h, sendo a última entrada para a gruta da Lapinha às 16h.

Informações: (31) 3689-8592 ou 3661 8122.

Da Redação.

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