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 Crimes cibernéticos aumentam em Minas
Crimes cibernéticos aumentam em Minas
Reportagem de Ronaldo Araújo
Repórter
Publicada 09/10/2017

Nos últimos meses, milhares de mineiros prestaram queixa na polícia para denunciar crimes cibernéticos. Só neste ano, de janeiro a agosto, foram 15.872 vítimas no Estado, uma média de 65 por dia. A quantidade é 15% maior se comparada ao mesmo período de 2016. A ameaça está entre os que delitos mais relatados em 2017, com 5.465 ocorrências.

Maior acesso à internet, falta de preocupação dos usuários com dados, informações compartilhados e a sensação de impunidade são algumas explicações para o crescimento dos crimes no ambiente virtual. 
“Os criminosos continuam porque estão tendo sucesso, mas eles desconhecem que podem ser rastreados, mesmo em perfis falsos”, alerta o presidente da Comissão de Crimes Eletrônicos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB–MG), Luis Felipe Silva Freire.

As punições para crimes na rede são as mesmas para as praticadas “na vida real”. Em caso de ameaça, por exemplo, a pena prevista é a de um a seis meses de detenção ou multa.

Como se proteger

Estelionato também está entre os principais crimes cibernéticos. Mesmo conhecendo os riscos, muitas pessoas continuam a clicar em links de remetentes desconhecidos ou compartilham dados e informações particulares em redes sociais. Porém, o delegado Frederico Abelha, da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos, alerta o consumidor a estar atento a links e e-mails suspeitos. Outra dica é realizar compras somente em sites seguros. Para verificar, é preciso conferir o cadeado que aparece do lado esquerdo da página, na parte de cima da tela.

“Na internet há pessoas tentando se aproveitar da ingenuidade alheia. Não existem promoções milagrosas e bancos não pedem dados nem atualizam informações on-line. Se desconfiarem de alguma coisa, entrem em contato com o gerente da agência”, orienta Abelha.

Para quem já foi vítima, a recomendação é ter em mãos todos os documentos que comprovem o crime e procurar a delegacia. Caso haja necessidade de medidas judiciais, será preciso acionar um advogado.

Da Redação.

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